Eu voltei, agora pra ficar...

Poderia começar essa primeira coluna dizendo meu nome, idade, profissão, sobre o que vou tratar daqui para frente e toda aquela apresentação tradicional de quem começa a compartilhar textos regular e periodicamente, com foto e minicurrículo em um portal. Ou seja, os tais colunistas. Porém, dispenso certas formalidades – em tudo na minha vida, diga-se de passagem – e opto por contar o motivo do título acima.

Como assim voltar, se nunca ninguém me viu por aqui? Eu explico. Quando a Fê (Fernanda Rosito para os menos íntimos) me convidou para ser colunista, não pensei nem por cinco minutos e aceitei. Ou seja, não considerei o fato de sempre ter trabalhado nos bastidores por onde passei, esqueci o quanto sou relutante aos holofotes, sequer pesei a intensidade da minha rotina e nem a loucura que anda a agenda – fato este que minha equipe fez questão de me lembrar quando contei a novidade.

Aceitei o convite sem titubear apenas pela alegria de ver esse projeto voltar à ativa. Aceitei porque muito já convidei colunistas e sei o quanto pensamos nos nomes com carinho. Aceitei por ter visto e vivido o Negócio Feminino desde que ela era apenas um sonho na cabeça maluca e frenética da sua editora. Trabalhar na concepção do portal, pensar nos detalhes, nas inovações, no layout, nos temas, nas fontes e etc, foi tão especial, que minha resposta ao tal convite não poderia ser outra.

Então, explicado o título e o motivo de eu ter topado aparecer aqui com mais frequência, posso me apresentar, ainda que informalmente. Sou Márcia Christofoli Farias Ramires, mas uso somente o primeiro sobrenome apenas por acha-lo mais bonito, para desgosto do meu pai e do meu marido. E sobre isso, uma curiosidade: passei anos assinando como manda o figurino, pois a primeira vez que coloquei em uma matéria o Christofoli e, ingenuamente, fui mostrar ao meu avô paterno (responsável pela minha vontade de ser jornalista), quase causei um infarto no homem. Então, com todo amor e respeito que sempre tive por ele, entendi o recado e mantive o Farias até o primeiro semestre de 2013 (época da morte dele, sim!). Sem ele perto de mim fisicamente, senti-me mais a vontade para fazer o que sempre quis com meu nome.

Como citei logo acima, sou formada em Jornalismo, profissão que pode até não me dar o dinheiro que meus pais sonhavam que eu ganhasse, mas que me enche de orgulho e me faz sair de casa todos os dias. Já não penso mais em mudar o mundo com matérias investigativas (aliás, esse sonho durou bem pouco na minha vida acadêmica), mas até hoje meu coração bate pela área que escolhi. Não, eu não acho que é a melhor profissão, nem que temos os melhores por perto, que não há problemas ou pessoas perigosas. Também não sou daquelas que “não se vê fazendo outra coisa”. A situação é bem mais simples do que as ilusões citadas: eu amo Jornalismo do jeito que ele é, com qualidades e defeitos (tipo casamento, sabe?).

Para encerrar a tal apresentação, trabalho no portal Coletiva.net, onde atuo como publisher (nome bonito que se dá para diretores de revistas) desde junho de 2016. Na verdade, comecei a trabalhar nesta empresa em outubro de 2009, como estagiária, quando estava mais ou menos no meio da faculdade. Muitos já ouviram essa história, mas não canso de dizer que foi neste lugar que aprendi a ser jornalista. Logo eu, que havia abandonado o sonho de atuar em reportagem e muito cedo me apaixonei pela Comunicação Corporativa.

Bem, mas sobre essa trajetória, literalmente de idas e vindas, eu conto com mais detalhes em outra oportunidade... Com certeza, isso rende uma nova coluna.