Empreender a vida

Empreender é o ato de se projetar numa vida de realizações. Nas últimas décadas, a expressão empreendedorismo sofreu  modificações em sua abrangência. Houve, contudo, uma expansão dos estudos e descobertas e passou-se a entender que empreender não é apenas abrir um novo negócio, é um estilo de vida, um comportamento, uma atitude, uma cosmovisão.

Carneiro (2013) diz que o empreendedorismo tornou-se um estado de espírito, baseado em um conjunto de comportamentos e atitudes que levam as organizações a inovar e evoluir constantemente. Ele relata ainda que os limites agora são mais amplos e o empreendedor passa a ser qualquer pessoa que atua de forma inovadora, que transforma sonhos em realidades viáveis onde esteja, até mesmo na sua própria vida como protagonista de sua carreira.

Como Mentora de Mães Empreendedoras, posso dizer que empreender possui relação com o afeto. Faço de algum modo essa associação à ideia de estar plena num ato, sabendo reconhecer suas limitações e buscar aprendizados que podem se tornar parceiros da empreitada. Perceba que não escrevi completa, e sim plena. Plena é estar inteiro, presente. Uma vida nunca será completa, ou terá chegado ao fim.

Além disso, empreender produz um gesto de olhar de dentro para fora, para os lados e além, enquanto você se projeta num ato de realizar. Aprendendo sobre suas emoções e as coisas do mundo com que você pode se relacionar.

Reconhecer que empreender era parte da vida contribuiu para juntar com alegria a qualidade de vida e ter um negócio alinhado ao meu estilo de vida. Antes disso, eram partes distintas da vida. Havia a vida pessoal e a vida profissional. A minha vocação para empreender foi adquirida com os afetos das minhas vivências familiares, foi o ato de empreender que juntou essas partes que estavam separadas. Posso dizer que me coloco no campo das que fomentam estratégias de empreender como alavanca para projetos de vida vinculados ao desenvolvimento humano, de mulheres que desejam um equilíbrio em todos os setores da sua vida.

Algumas vezes, enxergar uma nova oportunidade não consiste em estar em um lugar novo, mas ver o mesmo lugar com novos olhos. O empreendedor cria, recria, planeja, desenvolve, realiza, institui estratégia, estabelece novas maneiras de se relacionar com clientes e stakeholders, funda novas estruturas, aprimora e simplifica processos burocráticos, questiona padrões e crenças de impossibilidade, quebra paradigmas amplamente aceitos pela sociedade, e vislumbra novas necessidades nas pessoas.

E para isso, segundo a Endeavor, uma jornada em busca de autoconhecimento pode fazer a grande diferença entre tomar uma decisão certa e uma errada.

Se você ainda não têm um negócio, o autoconhecimento te ajuda a descobrir exatamente tudo que faz teu olho brilhar, portanto aquilo que você vai encontrar paixão em fazer. Se você já tem um negócio, quanto mais você se conhecer, enquanto líder e membro de uma equipe, melhor poderá gerenciar sua vida, suas tarefas e sua empresa.

Uma empreendedora que se conhece de verdade consegue definir que atividades deve centralizar, e quais deve delegar. Sabe quais são suas limitações, mas também suas habilidades e pontos fortes nos quais se destaca.

Empreendedorismo vem do francês e significa: amigo do risco. Penso que empreendedorismo é estilo de vida, que te oferece liberdade em troca de disciplina e ousadia.

Imagine o quão incrível você será daqui a um ano se a partir de agora você parar de fantasiar sobre uma vida melhor e começar efetivamente a construí-la. O importante aqui não é empreender um negócio e sim a sua vida.