Cresce o número de executivos brasileiros interessados em construir carreira no exterior


Movimento envolve projeto de vida e carreira mais estruturado e planejamento de longo prazo

A STATO, consultoria de RH com atuação em recrutamento de executivos, desenvolvimento organizacional e transição de carreira, identificou nos últimos meses uma procura significativa de vagas no exterior por parte de executivos brasileiros. “O principal motivo para esse movimento é o fato de o executivo brasileiro ser valorizado por sua criatividade e por sua capacidade de prosperar em ambientes complexos, que é somado ao desejo de sair do país em busca de maior segurança para si e para a família, além de profunda decepção com a política nacional”, diz Rubens Prata, CEO da STATO.

Da mesma forma, a política internacional também apresenta um cenário de incerteza após o resultado das eleições americanas. Para alguns perfis, a construção de carreira no exterior deve ser reavaliada. Porém, segundo Prata, o executivo que já tomou a decisão, dificilmente mudará de ideia. “A vontade de trabalhar em um país de primeiro mundo e a idealização de um projeto de vida será maior que a possível insatisfação com a política internacional”, ressalta.

Além disso, o interesse por perfis criativos e hábeis para lidar com crises constantes está em alta, empresas estrangeiras contratam executivos brasileiros por meio do modelo intra-company, que tem aumentado o conceito de oportunidade global nas grandes corporações. Outra forma de contratação é a mobilidade que ocorre após alguns anos dentro da organização original.

O número de contratações estrangeiras se concentra nos Estados Unidos e em alguns países da Europa com maior atividade econômica, pois a maioria das oportunidades na Europa está em projetos por tempo determinado e em empresas transnacionais. “Em geral, esse tipo de movimento na carreira é planejado por um longo período, pois há uma forte preparação para que tal mudança aconteça, levando-se em consideração motivos pessoais, educação, segurança e oportunidade para os filhos e, em alguns casos, mesmo antes dos filhos chegarem”, afirma o CEO.

As profissões que mais contratam no exterior são as oportunidades em marketing, TI e design, que também têm sido o maior foco da mobilidade, porém, em cargos intermediários e em movimentos internos das empresas. Já na atividade executiva a área de finanças e ainda TI são parte dos principais movimentos.

Para o executivo que quer ter uma carreira de sucesso fora do Brasil é imprescindível ter formação acadêmica, cursos complementares que contemplem programas internacionais e, claro, fluência no idioma. “O desenvolvimento de uma carreira sólida e de conquistas de resultados complementam o perfil, o importante é demonstrar capacidade de turnaround e/ou de condução de sucesso em grandes projetos e desafios organizacionais”, ressalta Prata.

Para a transição ser prazerosa, a carreira precisa fazer sentido, por isso, segundo o CEO da STATO, o planejamento deve acontecer com antecedência. “Trata-se de um projeto de vida e não um intercâmbio, o brasileiro precisa demonstrar não apenas estar apto para a oportunidade, mas construir um projeto de vida focado na oportunidade”, reforça o CEO.

O resultado de forma estruturada pode ser atingido com uma “orientação de carreira”. “Na STATO oferecemos um plano de ação estruturado com monitoramento de ações que fazemos na vida pessoal e profissional”, salienta Rubens. “Acontece que, muitas vezes, decidimos por esse percurso de carreira em fase já avançada, o que dificulta muito o sucesso”, completa.

Os perfis mais interessantes são os de executivos que desenharam uma meta e atingiram seus objetivos, com autonomia, foco e investimento no cumprimento dos desafios propostos em relação a própria carreira. “Em geral, esse movimento ‘executivo’ acontece em uma fase da vida mais madura, com exceção das startups no Vale do Silício, portanto, o perfil é daquele que dominou o caminho para chegar até esta oportunidade que, ao final, não é uma oportunidade, mas sim, um resultado planejado e alcançado”, finaliza Prata.
               
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