Ciranda do Poder Feminino

Benícia, Alessandra, Paula, Viviane e Monique participam do lançamento do livro Empreendedorismo Feminino – Mulheres de Alto Impacto no Vale do Sinos

O que é uma pessoa de sucesso? É uma pessoa bem-sucedida em sua vida. Qual vida? A pessoal ou a profissional? Em ambas ou só em uma delas? De preferência, nas duas, mas há quem se realize em apenas uma, como há quem diga que uma implica na outra. Na verdade, tudo depende do ponto de vista do ser humano que avalia a situação. O que pode ser sucesso para um pode, não ser para o outro. A definição de sucesso é diferente para cada um dependendo do desejo, da vontade e da meta que a pessoa estabelece para si.

Você pode ser uma executiva de sucesso, como pode ser uma dona de casa de sucesso, uma vereadora de sucesso, uma agricultora de sucesso, ou simplesmente uma religiosa de sucesso. Independente do caminho que escolha, o objetivo sempre é o mesmo, a busca pela felicidade no aspecto da vida que você quiser. E todo mundo quer ser feliz! Por isso, as pessoas que são felizes são referências no mundo contemporâneo e são vistas como pessoas de sucesso. E não há uma mulher que não queira participar dessa ciranda do poder feminino.

Histórias de sucesso

O que as sete mulheres gaúchas, convidadas a participar da coletânea Empreendedorismo Feminino – Mulheres de Alto Impacto, lançado em 25 de maio, em Porto Alegre (RS), pela Editora Gregory, e em 23 de junho, em Novo Hamburgo (RS), que em seu total conta a trajetória de 29 empreendedoras brasileiras, destacam em seus textos é que qualquer mulher pode participar dessa ciranda. Basta ela querer e fazer! A atitude que ela vai tomar é que vai definir o seu sucesso, a sua felicidade.

Na opinião das escritoras gaúchas, e cada uma ensina e dá dicas de como atingir esse sucesso, principalmente, no mercado de trabalho, na questão profissional, é que toda mulher tem o poder de mudar as coisas se quiser e também de empreender. Assim como os homens, que tem o poder de mudar as coisas, as mulheres estão descobrindo que também o podem. Ninguém quer tomar o lugar do outro, mas querem andar uma do lado do outro, construindo suas felicidades. Ambos querem realizações pessoais e profissionais.

Empoderamento

O empoderamento feminino está em voga porque as mulheres estão se descobrindo e descobrindo que podem, assim como os homens. Algumas descobrem isso mais cedo em suas vidas, outras bem mais tarde e outras nem descobrem. Seja por um motivo de dificuldade física, emocional, intelectual ou financeira, muitas estão aprendendo a dança da ciranda do poder feminino e dividindo suas experiências com as demais, para mostrar os passos dessa dança que todas podem participar, e gerando um alto impacto na vida de cada mulher.

Confira as mensagens que as escritoras gaúchas - Alessandra Becker, Benícia Montelli, Monique Amaral, Paula Silva e Viviane Luckmann dos Santos, que participaram do lançamento do livro no Vale do Sinos - deram ao Negócio Feminino, durante o evento, em um bate-papo exclusivo e descontraído:

“A minha maior mensagem é que tu não descarte nada que tu passastes na tua vida. Eu conto um pouco da minha história e peço para a pessoa que está lendo o primeiro capítulo, que é o meu, pense nas suas vivências e aproveite-as, não as descarte porque podem gerar aprendizado. Temos uma tendência de descartar o que foi ruim, ou de deixar passar batido uma situação difícil. Eu peço que a pessoa faça uma revisão de suas vivências desde cedo. Aquela indicação que a mãe deu, que aprendeu até hoje, nos ajuda a entender quem somos. Todas as vivências são uma construção de vida, sempre se aprende alguma coisa. E isso é importante que entendamos o nosso passado para nos conhecermos melhor e para que saibamos como agir mediante às novas situações que podem se repetir na vida, para fazermos melhor dessa vez.”

Alessandra Becker, de Novo Hamburgo, empresária e ex-atleta, educadora física de formação MBA em Gestão Empresarial, Pós MBA em Liderança, Formação em Coaching pela SBC, idealizadora do Projeto Cérebro Educado, atua como coach desde 2012 com Equipes e Life Coaching, sócia administradora no Centro de Natação e Reabilitação Becker Ltda, e articulista do Negócio Feminino

“Atualmente, eu trabalho em uma empresa de tecnologia. A minha história de empreendedorismo foi antes de assumir nessa empresa, foi por dois anos e meio, depois que saí de uma empresa, onde trabalhei por dez. Foi uma experiência muito rica, em todos os sentidos e é sobre isso que conto no livro, porque foram muitos aprendizados. O principal é que podemos, tudo é possível e estamos em constante transformação. As pessoas têm que aproveitar o momento em que elas estão passando e não fazer daquela situação uma desgraça; mas no que podem aprender, ver o que a vida está apresentando? Para mim, trouxe muitas coisas, foi uma guinada e um resgate de família. Eu sempre fui executiva e achava que o dinheiro pagava minhas ausências, e não paga! Aprendi a dar importância ao que realmente tem importância, a família e os amigos. Empreender me mostrou o quanto é importante um relacionamento, a tua história ser ética, de atenção com as pessoas, de amor e de retorno.”

Benícia Montelli, de Porto Alegre, advogada, pós-graduada MBA em Direito Empresarial, especialista e professora em Licitações e Contratos Administrativos, membro do Jurídico de Saias, Voluntária do Observatório Social de Porto Alegre

“Na verdade, tu nunca estás preparada para empreender ou fazer qualquer coisa, até que vai e fazes; porque tu podes ler muito, escutar muito, tudo isso é uma preparação, mas só quando fazes é que tu vais saber o que realmente é, o impacto de ter um negócio, e que muito vem da tua história. Para tu ter um negócio verdadeiro, que transmita a verdade para as pessoas, ele vem construído desde a tua infância. Pelo menos, o meu negócio é isso. Eu não decide empreender em meio a uma oportunidade de negócio. Eu sempre quis ser relações públicas e trabalhar com eventos. Quando abri a minha empresa não foi porque eu quis, mas porque aconteceu um fato bem peculiar. Quando saí da empresa que trabalhava, queria trabalhar como produtora freela, mas surgiu uma oportunidade muito grande de eu fazer a mudança de marca da Schincariol para a Brasil Kirin. E daí eu não podia mais ser MEI (micro empreendedor individual), eu tinha que abrir como empresa. As coisas foram acontecendo e hoje olho para trás e vejo que se não fosse esse ‘vai’, eu até agora estaria pensando. Eu tenho vários amigos e clientes que viraram amigos, acredito muito nessa rede de contato, conheço gente incrível e melhoro como pessoa com tudo isso.”

Monique Amaral, de Canoas, diretora e produtora-executiva da Mô Amaral Consultoria, Planejamento e Gestão de Eventos

“Eu trabalho muito com a dor. A minha história é a superação da minha dor pessoal através da resignificação dessa dor crônica. A partir daí que fundei o Café Com elas, um evento de empreendedorismo feminino, em que ensino como lidar com a dor de uma forma mais suave. A minha dor foi física e emocional. Eu tive uma neuropatia crônica causada por uma anestesia, que causou uma lesão na minha perna esquerda. E a partir dessa lesão que a minha vida mudou. Era química e depois minha vida deu um giro de 360 graus. Hoje sou empreendedora. O empoderamento não dá poder a mulher, mas da mulher se descobrir o seu próprio poder pessoal. Precisamos mudar, não mudar no sentido da mulher passar por cima do homem, mas de mudar, de autoperceber.”

Paula Silva, de Porto Alegre, proprietária do Café Com Elas

“As pessoas que estão nos dando um feedback das histórias que estão lendo, nos contam que em algum momento da vida passaram pelo que passamos. E não existem apenas histórias de sucesso mega, porque o que é sucesso pra ti não é sucesso para mim e depende do teu ponto de vista e do que você acredita. Se tu vê uma história positiva, ela é de sucesso. E não é porque não estou na mídia, que eu não tenho sucesso. O livro mostra histórias reais de mulheres inspiradoras de verdade, não é um conto de fadas. É o movimento, é querer e fazer. Determinar e agir e fazer. O empoderamento feminino é tu tomar rédea da tua própria vida! É tu ter ela nas tuas mãos. Essa mudança que eu fiz na minha vida surgiu de um momento, que não foi diagnosticado depressão, mas eu tinha tantos questionamentos sobre mim, quem eu era, que para eu estar aqui hoje foi um trabalho muito grande de autoconhecimento. Eu não acreditava em mim, nem sabia que existiam os tais potenciais que hoje eu sei que os tenho.”

Viviane Luckmann dos Santos, de Novo Hamburgo, gestora do www.empoderadas.com.br, coordenadora do Núcleo da Mulher empreendedora da CDL/NH e supervisora de vendas de uma empresa de semi-joias

Mais informações no Instagram @alebecker1, @beniciamontelli, @moamaralrp, @cafecomelasoficial (Paula) e @empoderadasbr (Viviane).

 

Imagem por Ana Paula Lenz/Divulgação